Por muitos anos, tentei calar as perguntas que carregava dentro de mim — perguntas sobre a existência ou não de Deus, e sobre tantas circunstâncias da vida.
Num dia que me pareceu acaso — hoje não penso mais assim — me deparei com um documentário. Era sobre os cinquenta anos de ministério de um homem muito amado e respeitado. Assisti ao documentário e ao seu relato de conversão, e algo em mim parou. Aquele dia terminou com uma convicção diferente dentro de mim: havia algo. O relato daquele homem, a emoção que ele ainda sentia depois de todos aqueles anos ao contar aquela experiência, a transformação de vida que ele havia tido — eram grandes demais para não ser verdade.
Comecei a buscar respostas para algo que até aquele momento eu tinha como dado. Na minha cabeça, uma pessoa decidia se tornar cristã como alguém decide ir ao mercado. Na minha vida, tinha visto e conhecido muitas delas. Algumas pareciam ter uma mudança real e profunda — confesso que muitas vezes pensei que não estavam bem da cabeça. É verdade também que algumas que se diziam crentes não mostravam essa mesma mudança: parecia mais encenação do que transformação. Mas naquelas em que a mudança era inegável, a pergunta ficava aberta. Será que tinha acontecido algo de verdade com essas pessoas? Ou era só uma decisão?
Queria entender a linguagem que os cristãos falavam. Confesso que já tinha lido alguns trechos da Bíblia — quando jovem, também frequentei uma igreja. Mas não tinha entendido muito daquele livro. Fui buscar compreender por que eles o consideravam confiável, por que diziam que era a Palavra de Deus. Queria entender se era questão de fé cega. Alguém lê, gosta da história, e decide aderir. Busquei estudos, pessoas que ensinavam a interpretação dos textos bíblicos e a história por trás desse livro — quem eram os seus autores, que evidências existiam a seu favor.
Como podemos saber o quanto um texto tão antigo foi modificado ao longo do tempo?
Ou que não seja uma série de narrativas manipuladoras, usadas durante séculos para dominar e assustar as pessoas?
Encontrei respostas muito coerentes para minhas perguntas — e não só isso. A Bíblia foi escrita ao longo de mil e quinhentos anos, por mais de quarenta autores. Figuras muito diferentes entre si — reis, profetas, sacerdotes, pastores, médicos, pescadores, funcionários públicos. Os contextos também foram os mais variados: de paz e de guerra, de exílio e de perseguição.
E ainda assim é uma única história, coerente, com começo, meio e fim.
Por que quase ninguém se interessa de verdade por esse livro? Quase todo brasileiro tem um em casa — mas nunca o leu de verdade.
Quem o estudou seriamente, quase sempre confia na sua autoridade. Quem o rejeita, quase nunca o examinou de fato.
Não queria estar nesse segundo grupo sem ter sequer olhado. Se fosse rejeitar algo, queria fazer isso com um mínimo de conhecimento.
Quando você começa a examiná-la, ela te examina.
E percebe que o seu texto é mais atual do que nunca.
Conta uma história — uma história que milhões de pessoas, através dos séculos, consideraram não simplesmente do passado,
mas capaz de atravessar o tempo. Essa história chega até mim e até você. E fala com a nossa vida de todo dia.
Você vai ter coragem de colocá-la à prova?
Referência: Jeremias 1:12 - Mateus 24:35






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