Por que Jesus precisou morrer? Eu não fiz nada tão grave assim.

Por que Jesus precisou morrer? Eu não fiz nada tão grave assim.

“Morreu por mim? Pelos meus pecados? Mas eu não fiz nada tão grave que justificasse matar o Filho de Deus.”

Vamos ser honestos: você já teve esse pensamento? Talvez nunca em voz alta, e talvez com certo desconforto só de deixá-lo passar pela cabeça. Mas ao ouvir falar de Jesus e da sua morte, é bem provável que essa dúvida já tenha passado pela cabeça de quase todo mundo.

Eu também pensei isso.

Tentava não pensar, porque se Deus existisse de verdade e pudesse ler os pensamentos, com certeza isso não ia lhe agradar. Mas no fundo as perguntas ardiam. Perguntas que eu imaginava que faltassem com o respeito a Deus. Busquei respostas nos lugares errados. E não encontrando nada, parei de procurar.

Antes de entender, eu não acreditava ter pecados ao ponto de alguém precisar morrer por isso. Tinha cometido erros, como todo mundo — ninguém é perfeito, e eu não sou melhor do que ninguém. E concluía que Deus não estava preocupado com isso: ele vê o meu coração.

Mas aí entendi o que é o pecado. Não é só uma lista de erros, grandes ou pequenos. O pecado é uma fratura. Que rompe um vínculo essencial e nos separa da fonte da própria vida.

Não estamos mais vivendo. Estamos sobrevivendo.

Pensamos no pecado como uma pequena desobediência de Adão: “tanta coisa por causa de uma fruta?”

O problema não foi a fruta — foi a desobediência. Deus e o ser humano tinham uma aliança, e o ser humano a rompeu.

Deus não é só um juiz com um código na mão. Ele é a fonte da própria vida. Quando o ser humano rompe a aliança, não está só infringindo uma regra — está escolhendo uma ilusão de liberdade no lugar de uma liberdade real. E se você se separa da Vida, a consequência é a morte. Não é uma punição arbitrária: é a realidade. É como um galho arrancado da videira — não é que a videira se ofende. É que sem a videira, o galho não consegue viver.

Deus tinha dito: “No dia em que dela comeres, certamente morrerás.” E Adão morreu naquele dia. Primeiro espiritualmente — separado de Deus — e depois também no físico. Naquele dia fomos separados da fonte da nossa verdadeira essência. Deixamos a nossa casa. E sozinhos, nunca conseguiríamos voltar.

O problema é que nos acostumamos.

Nos acostumamos com o escuro e passamos a chamar isso de “normal”. E aí certas consequências nos parecem desproporcionais — até entendermos do que de verdade nos separamos.

Uma das definições de Deus na Bíblia é: juiz justo. Pense em um juiz que não pronuncia a sentença porque tem diante de si alguém que ama, mesmo que essa pessoa seja culpada. Você o consideraria justo? Confiaria nele para julgar a sua causa? Se ninguém responde por um erro, não houve justiça.

Mas diante da sentença que deveria nos aplicar, Deus não virou as costas. O Pai mandou o Filho, e o Filho se ofereceu voluntariamente no nosso lugar. É como se dissesse: vocês quebraram algo que não têm como pagar. Eu pago por vocês.

E morreu. A minha morte e a sua.Pagou. Não existe categoria de pessoa ou de pecado para a qual o seu sacrifício não seja suficiente.

O que Jesus fez é literalmente isso: reabriu o caminho. O galho seco pode ser enxertado de volta na videira. Podemos voltar para Casa.

Gratidão. Comoção. Alegria infinita. Vida.Não mais sobrevivência. Foi isso que senti quando essa verdade me alcançou.

Novo nascimento.

É exatamente o que acontece quando essa verdade consegue entrar em nós. De um segundo para o outro você não é mais o mesmo. Entende que esse vazio que sente tem um nome. Que você não é obra do acaso. Que o mundo está em caos, mas não está sem governo. Que o propósito pelo qual você está aqui não é ser um “vencedor” nos moldes deste tempo — mas dar a sua contribuição em um projeto muito maior.

Ele já fez a parte difícil. O que falta é deixar de fingir que não precisa.

Você pode fazer isso hoje. Não é preciso se tornar uma pessoa melhor antes — é preciso confiar e dizer sim a Ele.

E agora? Como viver uma vez que entendi o que Jesus fez?


Gênesis 2:17 — Romanos 3:23 — Romanos 5:8 — Isaías 53:5 — João 15:5

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