Me chamo Adriana.
Durante a maior parte da minha vida, eu tinha um pensamento vago mas persistente, que oscilava entre dois extremos. Deus não existia. Ou talvez sim, existia — mas com certeza não estava interessado em mim. A fé era coisa para outros — pessoas mais justas, mais dignas, mais certas do que eu me sentia e me via.
Mas as perguntas existiam. E ardiam. Sobre o sentido da vida. Sobre o que acontece quando alguém vai embora. Sobre Jesus — uma figura que eu não conseguia nem aceitar nem ignorar completamente.
Nunca as fiz para os cristãos — me pareciam perguntas estranhas, fora de lugar, quase desrespeitosas. Busquei respostas em outros lugares — e não as encontrando, concluí que não existiam. Mas eu buscava nos lugares errados.
Há alguns anos descobri que estava errada.
As respostas existiam. Não eram as que eu esperava — mas quando você as busca com honestidade, elas têm uma simplicidade surpreendente. Eram precisas, fundamentadas, intelectualmente sérias. Eu não precisava desligar a cabeça para crer — precisava finalmente usá-la até o fundo.
Acredito que quando o coração tem sede de verdade, mais cedo ou mais tarde, ela vem ao seu encontro.
A partir daquele momento não sou mais a mesma. Este blog nasceu dali. Não para convencer ninguém — mas porque sei o que significa ter perguntas que você não sabe onde levar.
Se você está aqui, talvez também saiba.




